Neste artigo: 

  • Porque a babysitter “ideal” depende de cada família
  • Porque uma babysitter habitual é muito mais do que uma cuidadora
  • As qualidades que mais importam com as crianças
  • Sinais positivos e sinais de alerta a ter em conta
  • Como a Sitly te pode ajudar a encontrar a babysitter certa

Encontrar uma boa babysitter pode parecer simples… até começares a procurar. De repente surgem mil dúvidas: quanta experiência é necessária? A idade importa? E a formação? A verdade é que não há uma resposta única. Depende do teu filho(a), da tua família e do que precisas da pessoa a quem vais confiar o cuidado dos teus filhos.

Mas há coisas que importam em todas as famílias. As melhores babysitters apercebem-se de que o teu filho teve um dia difícil antes de lhes perguntares. Mantêm a calma quando o teu filho não a tem. E, se estão presentes na semana dele de forma habitual, a sua influência é maior do que muitos pais imaginam.

Este artigo ajuda-te a perceber que qualidades procurar numa babysitter e como identificá-las antes de tomares uma decisão.

A tua babysitter é muito mais do que uma animadora

Para uma saída pontual, uma babysitter está principalmente lá para que tudo corra bem enquanto tu não estás. Mantém as crianças seguras e ocupadas. Mas se a tua babysitter é a pessoa com quem o teu filho passa a maioria das tardes, a relação vai muito além disso.

As crianças absorvem tudo: como quem as cuida lhes fala, como responde à frustração delas, como gere um conflito ou uma birra, e se genuinamente gosta de passar tempo com elas. Tudo isso deixa marca. Uma babysitter calorosa, constante e emocionalmente atenta não só mantém o teu filho seguro, como também modela comportamentos, transmite valores e torna-se uma figura de confiança na vida dele.

Vale a pena ter isso em conta quando procuras a pessoa certa.

Primeiro: o que precisas exactamente da tua babysitter?

Antes de fazeres uma lista mental de qualidades, convém pensar na tua situação concreta. Se ainda não tens bem a ideia do que faz uma babysitter no dia a dia, começa pelo nosso guia sobre o que faz uma babysitter: é uma boa base antes de pensares nas qualidades que mais te importam.

Uma babysitter para um bebé ou uma criança muito pequena precisa de ser calma, atenta e segura nos cuidados práticos: as mamadas ou os biberões, as fraldas, as rotinas de sono, e saber identificar quando algo não está bem. A experiência concreta com bebés conta muito aqui, assim como a capacidade de seguir a tua rotina e de te contar em detalhe como correu a sessão.

Uma babysitter para uma criança em idade escolar tem tarefas muito diferentes. A energia e a personalidade importam muito mais. Procuras alguém que consiga ter uma conversa real com o teu filho, ajudá-lo com os trabalhos de casa sem os fazer por ele, e lidar com os conflitos entre amigos com sensibilidade. A iniciativa conta, e também que tenha uma personalidade com a qual o teu filho crie uma verdadeira ligação.

E depois há tudo o que existe no meio: a criança de dois anos cheia de energia que precisa de supervisão constante, a de cinco que demora a abrir-se com pessoas novas…

As qualidades de uma boa babysitter que mais importam

Aqui está o essencial. A experiência e as referências contam e vale a pena verificá-las, mas não te dizem como é alguém de verdade quando há uma criança à frente. Estas qualidades sim.

Paciência. As crianças são imprevisíveis, repetitivas e por vezes esgotantes. Uma boa babysitter não deixa transparecer a sua frustração. Quando o teu filho está em plena birra, ela mantém a calma e percebe que esse comportamento é quase sempre uma forma de comunicar algo, não um desafio pessoal. Sabe reconhecer o que se passa e tentar resolver em conjunto com a criança.

Sensibilidade emocional. Há uma grande diferença entre uma babysitter que te diz “correu tudo bem” e outra que te diz “notei-o um pouco fechado hoje, acho que pode ter acontecido algo na escola”. As melhores babysitters prestam atenção e contam-te estas coisas quando chegas a casa.

O mesmo se aplica à forma como gerem as situações no momento. Avisar cinco minutos antes de arrumar, ou reconhecer que algo foi genuinamente uma desilusão em vez de desvalorizar, revela alguém que está verdadeiramente presente para a criança que tem à frente.

Calor humano e disponibilidade. Uma babysitter que está fisicamente presente mas emocionalmente ausente, agarrada ao telemóvel à espera que chegues, não está a cuidar verdadeiramente do teu filho. Procura alguém que goste genuinamente de estar com crianças, que chegue com ideias e energia e que o teu filho fique contente por ver.

Calma sob pressão. As coisas correm mal. As crianças caem, surgem conflitos, a febre sobe, as rotinas descontrolam-se. Uma boa babysitter não entra em pânico nem fica bloqueada. Gere a situação e faz com que o teu filho se sinta seguro. Se algo precisar mesmo da tua atenção, comunica-o com clareza e calma, sem esconder nem dramatizar.

Dar o exemplo. Uma boa babysitter não se apoia apenas nas regras e instruções. Põe o telemóvel de lado, fala com o teu filho como gostaria que ele falasse com os outros, arruma a casa juntamente com as crianças em vez de simplesmente lhes pedir que o façam. As crianças notam tudo, e respondem muito melhor ao exemplo do que às ordens.

Competências práticas que vale a pena ter em conta

Além da personalidade e do carácter, há algumas competências concretas que podem fazer uma diferença real consoante o que precisas.

Os primeiros socorros básicos são o mais importante. Uma babysitter que sabe como reagir a um pequeno ferimento, uma febre ou um susto com engasgamento, com calma e de forma correta, é uma tranquilidade enorme. Vale a pena perguntar-lhe diretamente.

Se o teu filho já vai à escola, que saiba ajudar com os trabalhos de casa é uma mais-valia real: não para os fazer por ele, mas para se sentar ao lado dele, explicar e incentivar sem lhe tirar o protagonismo. As melhores babysitters sabem distinguir essa diferença. Para sessões longas ou tardes de forma habitual, que se sinta à vontade na cozinha é uma vantagem prática. Não é necessário nada elaborado: apenas que consiga preparar uma refeição simples e nutritiva sem que se torne um problema.

Nem todas as babysitters terão todas estas competências, e nem todas as famílias precisam delas. Pensa quais são realmente importantes para o teu filho e a tua situação, e pergunta-lhe quando a conheceres.

Sinais positivos: encontraste uma boa babysitter

Há coisas que dizem muito sobre uma babysitter, e bastante depressa. Chega com uma ideia: uma atividade, uma pergunta sobre o que o teu filho gosta naquele momento, algo que demonstra que pensou na sessão antes de chegar.

Põe-se fisicamente ao nível do teu filho. Senta-se no chão, olha-o nos olhos, não lhe fala de cima. Parece um pormenor pequeno, mas diz muito sobre a forma como vê e valoriza as crianças. O teu filho está bem quando chegas. Não precisa de estar efusivo, mas sim tranquilo, com vontade de te contar algo ou de te mostrar o que fez. Isso vale mais do que qualquer currículo.

Para saberes exactamente o que perguntar e o que ouvir na primeira entrevista, lê o nosso artigo sobre 10 perguntas a fazer a uma babysitter na entrevista. As referências de outros pais são também uma oportunidade para ir além do básico. Em vez de te limitares a confirmar que chegava a horas, pergunta sobre as qualidades que mais te importam.

Como a Sitly te pode ajudar a encontrar uma boa babysitter

Encontrar a babysitter certa demora tempo e exige reflexão, mas não tem de parecer um salto no escuro. Na Sitly podes consultar perfis detalhados, ler avaliações de outras famílias e ter uma ideia real de como é alguém antes de entrares em contacto. A ligação é direta entre ti e a babysitter. Tu decides a quem escrever, a quem conhecer e quem encaixa melhor na tua família.